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Estou com medo das minhas escolhas. Estou com medo do amanhã. Não de sofrer, mas de não sentir nada. Não de pagar o preço, mas de fazê-lo pagar. E nem queira saber, a Dona Vida está começando a me tirar do sério. Nem quero contar nos dedos quem sentiria de verdade a minha falta, quem sentiria falta de meu abraço, nem quero chorar quando eu não tenho mais o que chorar. Não quero mais me sentir inferior, muito menos esmagada, empurrada para caminhos que não são meus. Cansei da dor, cansei de tudo que a lembra. Cansei do ruído que meu coração faz cada vez que tu vai embora. Cansei das cobranças, cansei da Lei do Atrolho, Caio Abreu. Não tenho mais dúvidas de que sou fraca, não tenho mais nada. Não adianta querer me mudar, já foram palavras em vão demais, no fim tudo o que sempre fica é aquele nó na garganta e o buraco negro no coração. Não vou perguntar o que eu faço agora.

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My dear John, I love u.

 

 

 

 

 

“Espero pelo dia em que todos os dias serão (os nossos) dias.”
(Nataliê & John)
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John Winston, eu te amo.Nós balançamos esta tarde. Eu não consigo ver sorrisos despedaçados nem um amor acabado. Eu só consigo ver novos sorrisos se juntando a este meu rosto. Permaneço inquieta, respiro fundo, tento reagir depois de tudo que me disse, mas eu sei, no fundo que tu estava certo, que eu tenho que ser menos insegura, acreditar mais em mim. Então me diga como eu faço isso? Eu fui tomada por tantos medos, a vida  -por incrível que pareça- já me derrubou muitas vezes,  eu preciso esquecer. E nós somos tão complicados, mas se não fossemos assim, não seríamos nós. Não seríamos nós sem tudo isto, nem aprenderíamos tanto um sobre o outro, nem saberíamos que nosso amor é muito maior que qualquer diferença. Muito menos que se não fosse assim, teria alguma graça não aprender com os erros de cada um? Teria graça se anular das experiências? Das lições? Não que gostamos de brigar por qualquer coisa, mas nós somos espertos o bastante para esperar que tudo isto se acabe, e espertos o bastante para admitir que quando acaba voltamos a ser as mesmas pessoas complicadas. Mesmo eu querendo mudar (por ti) eu queria te pedir que não se canse de verdade, como tu disse hoje, que nunca deixe a gente mudar, que continue sendo a pessoa mais complicada que eu conheço (e amo), que não deixe nosso amor complicado descomplicar. Porque é só deste jeito complicado que eu sei viver, e é só contigo. Se não fossemos assim metade do que sentimos hoje não existiria.

Resta a mim, uma mera poeta de esquina, uma mera pensante constante que desfalece em lagrimas nos braços de seu amado chorar como uma criança sem leite, ou que acaba de perder o primeiro dente. É, o amor é culpado da dor, da minha e da tua, não me culpe meu bem. A vida nos colocou no mesmo caminho, mais em sentidos opostos, não me culpe meu amor. A dor nos afasta a cada segundo que passa, e eu nem luto mais porque sei que não vale a pena.
Não sofra, não me culpe e não ouse me amar. Não eu uma mera pessoa que se diz poeta, e que já foi amada tantas vezes que nunca mais quer amar, mais ele insiste em me ferir, em medir forças comigo, sabendo que ganhará. Já não sofro mais, já não existo. Não eu. Uma reles mortal que prefere sofrer mais ainda do que derramar uma lagrima a mais dos seus lindos olhos, não por mim, não mais.
Mas eu só consigo dizer, por favor não vá. Fique aqui, comigo.
Tu pode sentir a magia no ar e o jeito que as estrelas estavão brilhando naquela noite? Desde a hora em que te vi esperando lá, eu me apaixonei. Tu foi o príncipe e eu a donzela em perigo, eu num vestido de conto de fadas e tu com aquela camiseta preta que realça seus olhos. Tu tem o sorriso que me transporta para outro planeta, e sim foi um conto de fadas. Tu me puxou pela mão até um lugar encantado e me beijou, eu pude sentir. Aquilo era como num conto de fadas. Tu me disse que eu estava bonita quando eu estava uma bagunça e me fez sentir bela novamente. Mas tu pode sentir essa magia? Cada movimento que tu fez, cada palavra que tu disse. Esta tudo tão certo, é tudo que eu preciso toda noite. Tudo que eu posso dizer é que esta ficando tudo claro, nada fazia sentido até eu te olhar. O tempo desacelera sempre que tu está por perto, foi um conto de fadas. E… Tu pode sentir a magia?

Há noites em que me sentia uma completa solitária, sem nenhum pretexto para isso, apenas sentia. Julguei-me tola, onde já se viu, sentir-se assim sem motivo algum?
Entendo que, havia sim, um motivo para tal desespero e sei que talvez a resposta que encontrei, hoje faz todo sentido. Antes na solidão do que na tristeza do vazio, da busca desenfreada dos sentimentos cá dentro. Daí em diante, penso que todas as pessoas tem o potencial de serem escritoras, pois todas tem sentimentos, cabe a cada uma tirar do oculto tais aptidões de colocar seus sentimentos na ponta de um lápis. Para ser um escritor, deve-se manifesta-los, ser imune a desmotivação, fazer das palavras suas verdadeiras amigas, dos sinônimos, seus irmãos, e de um momento, uma história!

Eu me machuco por dentro sem nenhum motivo, só porque eu tenho saudades. Eu não tenho culpa o coração nunca mente e ele está meio vazio, e ele espera tanto você. Eu tenho vontade de chorar, chorar de saudades. Desde que você se foi nada mais fez muito sentido. Eu continuei levando a minha vida, eu continuei tendo problemas, eu continuei tentando me virar, mas eu sempre ficava com um buraco no coração, um grande buraco que cada vez mais se abre. Nada irá mudar, suas coisas ainda estão aqui, só não espere que elas estejam arrumadas, pois você disse que nada iria mudar, isso inclui as coisas no lugar? Pois as deixei intactas, jurava que iria voltar, rezei para você voltar.

Essa merda de tristeza não vai embora nunca. Xô!

Vocabulário:

Eu quero mudar o meu. Chega da palavra pai e mãe! Quero tirar saudade e tristeza de mim e trasnformar nas palavras superação e passará. Pegar todas as de baixo calão e mostrar para o mundo que falar é a mesma coisa que fazer, agora vai dizer que tu não fode? Ou fuderá! Usa-lás sempre que eu quiser, sem me preocupar com o que fulano vai pensar de mim. Quero pegar as palavras idiota e chato e transformar em adjetivos. Comer as palavras sonhos, perspectivas, realizações e no final cuspir amor para tudo quanto é lado. No final tudo dá certo. Ah e transformar a palavra final em um substantivo composto: final-sem-fim!

 

Ele apenas disse:

Não tema, tudo vai dar certo. Você vai ver. E eu? Duvidei, que bom, assim não entenderia que quando a gente ama, a gente acredita. Até no impossível.

Vamos fugir de um quase tudo, da insanidade da culpa, dos erros, das leis, dos deveres. Vamos fugir desta distância, que machuca tanto, vamos fugir destes quartos, destas casas, dessas pessoas. Só vou contigo, e contigo eu sei que vou, a passagem só de ida já esta pronta, guardada, pra quando não sentirmos mais medos e quebrarmos essa porta que dá direto pro impossível que descobriremos ser possível. Vamos, vamos o mais rápido possível. Não aguento mais pensar em futuro, quando o meu futuro esta todo contigo, não aguento mais fazer planos, estes horários, esse ônibus e esta estrada. Eu não quero mais ter que me esforçar demais, só para agradar a todos sabendo que tu te agrada só por me ver sorrir, é tão bonito agradar sem grandes esforços, com simplicidade e grandes vontades. Temos algo que quase ninguém consegue ver, sentir. Temos em dois corpos uma só alma, um só coração, temos aquele amor que ninguém compreende, que duvidam sempre. Temos um ao outro. Temos as passagens, temos as bagagens. E agora que o amor só nos engrandece: Temos mesmo o medo?